Depois daquela noite

Foto: we♥it

Enxugo a última lágrima, tomo um copo d’água e vou trabalhar. No elevador penso em desistir. Mas olho no espelho, ajeito o cabelo e sigo em frente. Quem mandou querer ser independente? É nesse momento que tenho que esquecer as dores do coração. No caminho, sentada no banco do metrô, percebo como ele está vazio, olho no relógio e vejo que ainda está cedo. Não lembro qual foi a última vez que acordei antes das 6 horas da manhã. Talvez porque eu não tenha conseguido dormir.

Coloco o fone de ouvido, mas mudo de ideia. Não estava com ânimo de ouvir música.  Abro a minha bolsa, que não está muito diferente de quando eu ia para a escola, e procuro um chocolate, mas não tive êxito. Agora parece que o tempo está mais lento. Ser independente se torna cada vez mais difícil. Desço do ônibus, com um frio na barriga, respiro fundo e sigo em frente, tentando apagar o passado a cada passo que dou.

O dia parece não fazer sentido, já nem olho mais para o celular procurando uma mensagem sua. Porque lembro que todas foram apagadas naquela noite. O dia foi longo. Quando chego em casa, o vazio da minha alma volta a fazer parte de mim. Me sinto sozinha. Mais uma vez. Tomo banho e tento me distrair com a televisão, mas não consigo. Como eu queria ser insensível.. ou ter um coração de pedra. Seria mais fácil, e menos dolorido.

Vou deitar mais cedo, porque amanhã é outro dia, talvez eu tente mudar minha rotina, e um dia consiga não sentir sua falta.

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