Histórias da Vovó Alaíde #5

O Panetone

A minha avó é famosa pelas tantas histórias, mas hoje, e na próxima história, contarei que a insistência é a maior delas.

Bom, eu nunca gostei de Panetone, por causa do gosto estranho, do cheiro e das passas (eca!). E eis que minha avó ganhou um panetone de trufas de chocolate, da marca que vocês já devem imaginar qual é, que era bem bonito e de tanto insistir, lá fui eu experimentar.

Peguei um pedaço bem pequeno e coloquei no prato. Na primeira garfada eu mal consegui mastigar. O gosto de panetone continuava ali, e a trufa não conseguiu camuflar o gosto ruim. Ainda bem que não tinha ninguém na cozinha e eu joguei fora o resto que estava no prato. Pecado, eu sei.

Mas não para por ai.

Fui lá para varanda e minha avó perguntou:

– Aline, você comeu o panetone?

– Comi sim vó.

– Gostou?

– Gostei não.

E ela, com cara de espanto, falou:

– Nossa.. você deveria ter falado que gostou!

 

Para ler as histórias anteriores:

#1 – A Bruna ficou noiva?

#2 – Notebook. – a mais engraçada

#3 – Aparelho nos dentes.

#4 – Chama aquela menina pra mim!

Um amor de verdade

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Um amor que conforta. Que é seguro. Que é tranquilo. Que é compreensivo. É esse amor que eu quero viver e sentir. O amor que me transforma em alguém melhor, e que me faz aceitar e adaptar a defeitos quase imutáveis.

Um amor que me faz aprender a cada dia, que me faz enxergar a beleza de um olhar apaixonado e de um sorriso sincero.

Eu tenho esse amor. Em forma de sentimento e de ações. Em forma de gestos simples.

Porque não tem coisa melhor que chegar cansada do trabalho e ter com quem conversar e abraçar. E mesmo com todo o estresse do dia, ainda querer preparar uma receita nova no jantar. Saber que no fim do dia terá um amor a compartilhar. Uma harmonia a sentir e uma paz a viver.

É assim que quero sentir ao olhar do outro lado da cama ao acordar. Sentir que eu posso sorrir, ou chorar, abraçar, ou brigar, e ainda assim, sempre terei um sorriso, um chamego, um colo e um perdão.

O amor é simples. É sereno. Não arde o coração, mas o preenche de alegria.

Eu te amo!

Histórias por Partes

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Parte 1 | Parte 2

“Jenny! Você quer me ajudar a entregar as cartas?” – Mas sem importar com a expressão de coque de Jenny, ele volta a andar como se aquela fosse uma pergunta comum de se fazer.

“Co… como eu posso ajudar?”

“Tome com café comigo, que lá, eu te explico tudo!”

Pegaram o ônibus e durante toda a viagem, não trocaram uma só palavra. O engraçado era que aquele silêncio se tornará confortante, como se realmente não precisassem dizer nada. – Chegaram a uma cafeteria de uma rua comum, onde todos os móveis eram compostos em sintonia, como uma casa de jardim. Sentaram-se, pediram 2 cappuccinos e sem receios, Jenny abre um grande sorriso e quebra o gelo.

“Por onde começamos?”

“Quero que você preste muita atenção, ok? Você vai escolher uma carta, nós iremos ler e descobrir como ajudar a remetente.”

“Mas você não é o carteiro? Você não deveria entregar aos destinatários?”

“Você prestou atenção?”

“Sim!”

“Então, escolha uma carta!”

Em meio a tantos envelopes coloridos, Jenny pega um branco, escrito a mão, como se aquela carta fosse a primeira vez que estivera na caixa de correio.

Para minha querida e eterna Cecília. (…)

Post feito por Bruna Goulart

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Histórias por Partes

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Parte 1 

“Eu sou o carteiro? Hahaha” Jenny ria alto e completamente sem ritmo. Quando percebe a contínua seriedade do garoto, ela fica envergonhada e pergunta: 

“Mas como você é o carteiro? Por acaso você é um anjo?”

“Pense como quiser!” Ele dá um meio sorriso, sem o consentimento de Jenny se aquilo era sarcasmo ou verdade.

Enquanto o garoto pega todas as cartas e coloca na sua suposta bolsa de carteiro, Jenny o fita com curiosidade, agora sem importar com o constrangimento anterior.

“Por acaso eu me pareço com um ET para você me olhar assim?”

“O que?” – Ele a ignora, com preguiça de fazer a mesma pergunta.

Ao terminar seu serviço, ele começa a caminhar na direção contraria onde Jenny havia chegado, deixando-a intrigada.

“Onde você está indo?” – Jenny começa segui-lo, quase correndo, já que ele era alto e caminhava em passos largos.

“Pegar o ônibus!”

“Por quê? O que você vai fazer? E essas cartas? Você vai realmente entregá-las?”

“Você faz perguntas demais.”

“Qual é o seu nome?”

Ele para, vira lentamente a sua direção e a olha nos olhos: “Acaiah, e o seu?”

“Jenny.”

“ Jenny! Você quer me ajudar a entregar essas cartas?”

Post feito por Bruna Goulart

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Histórias por Partes

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Uma pequena caixa de correio vermelha em um lugar distante, cheio de grama ao redor. É como aquela tipica foto de uma árvore sozinha na montanha, essa era a caixa onde pessoas de todos os lugares iam para colocar cartas cheias de amor, para aquelas que um dia já estiveram ao seu lado. Parece estranho, surreal, mas era uma maneira de acabar com a terrível dor da perda. Eram frequentes as cenas de crianças, namoradas e viúvas que beijavam ardentemente suas cartas, com rios de lágrimas em seus olhos.

Jenny, com passos lentos ia em direção a caixa, com uma sensação de esperar alguém aparecer ao seu lado, mas não teria como, aquele lugar era distante e não se via ninguém. Com o envelope em mãos ela examina o lugar, os sons, os cheiros e assim que inicia o movimento de “pôr a carta” ela se depara a um garoto. Alto, aparentemente com a mesma idade que ela, com uma expressão séria e serena ao mesmo tempo.

“Quem é você?” Jenny fita o garoto curiosa.

“Eu sou o carteiro!”

Post feito por Bruna Goulart

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Na linha do tempo…

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Se estivéssemos na década de 50, nos famosos anos dourados, poderíamos sobreviver sem tecnologia, mas jamais sem televisão, ainda mais por ser novidade. Você usaria topete e eu optaria pela estampa de poá e cabelo estilo “Brigitte Bardot”.
Na década de 60, já começa a expansão do consumo e talvez nos sentiríamos hippies, ou gostaríamos de rock de garagem. Talvez você escutaria “Beatles” e eu “Elis Regina”. E meu estilo seria mais “Audrey Hepburn” e maquiagem no estilo “Twiggy” .
Se estivéssemos na década de 70, dançaríamos na discoteca quase a noite toda, enquanto nossa inspiração seria o clássico da disco music “Os Embalos de Sábado à Noite”. Nos vestiríamos de estampa e brilho.
Na década de 80, enquanto eu abusava do volume dos meus cabelos naturalmente enrolados e das minhas roupas com babados e ombreiras, o amor estaria no ar quando eu o avistaria com sua enorme jaqueta e sua calça de cintura alta.
Se estivéssemos na década de 90, você já estaria trabalhando na área de tecnologia e eu já estudaria sobre o meio ambiente, visto que os impactos estavam sendo reconhecidos. E eu ainda me derreteria por “Backstreet Boys”, “‘NSync” e “Hanson”. E no carro escutaríamos “Hit Me Baby One More Time” até cansar.
Mas no final da década de 2010 nos conhecemos e eu jamais poderia imaginar que ao escutar “Nando Reis” eu me lembraria de você. Que eu conheceria todos os seus sorrisos, todas suas manias e todos os seus cheiros. Talvez essa seria a época certa para nos encontrarmos. Pois agora eu sei o que é o amor.

P.S.: Texto feito para participar do concurso do blog Polypop. Era para fazer um texto/foto/vídeo inspirado nesse clipe Disco Love da banda  The Saturdays. E ainda dá tempo de participar! Clique aqui e veja as regras.