Histórias por Partes

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Parte 1 | Parte 2

“Jenny! Você quer me ajudar a entregar as cartas?” – Mas sem importar com a expressão de coque de Jenny, ele volta a andar como se aquela fosse uma pergunta comum de se fazer.

“Co… como eu posso ajudar?”

“Tome com café comigo, que lá, eu te explico tudo!”

Pegaram o ônibus e durante toda a viagem, não trocaram uma só palavra. O engraçado era que aquele silêncio se tornará confortante, como se realmente não precisassem dizer nada. – Chegaram a uma cafeteria de uma rua comum, onde todos os móveis eram compostos em sintonia, como uma casa de jardim. Sentaram-se, pediram 2 cappuccinos e sem receios, Jenny abre um grande sorriso e quebra o gelo.

“Por onde começamos?”

“Quero que você preste muita atenção, ok? Você vai escolher uma carta, nós iremos ler e descobrir como ajudar a remetente.”

“Mas você não é o carteiro? Você não deveria entregar aos destinatários?”

“Você prestou atenção?”

“Sim!”

“Então, escolha uma carta!”

Em meio a tantos envelopes coloridos, Jenny pega um branco, escrito a mão, como se aquela carta fosse a primeira vez que estivera na caixa de correio.

Para minha querida e eterna Cecília. (…)

Post feito por Bruna Goulart

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Histórias por Partes

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Parte 1 

“Eu sou o carteiro? Hahaha” Jenny ria alto e completamente sem ritmo. Quando percebe a contínua seriedade do garoto, ela fica envergonhada e pergunta: 

“Mas como você é o carteiro? Por acaso você é um anjo?”

“Pense como quiser!” Ele dá um meio sorriso, sem o consentimento de Jenny se aquilo era sarcasmo ou verdade.

Enquanto o garoto pega todas as cartas e coloca na sua suposta bolsa de carteiro, Jenny o fita com curiosidade, agora sem importar com o constrangimento anterior.

“Por acaso eu me pareço com um ET para você me olhar assim?”

“O que?” – Ele a ignora, com preguiça de fazer a mesma pergunta.

Ao terminar seu serviço, ele começa a caminhar na direção contraria onde Jenny havia chegado, deixando-a intrigada.

“Onde você está indo?” – Jenny começa segui-lo, quase correndo, já que ele era alto e caminhava em passos largos.

“Pegar o ônibus!”

“Por quê? O que você vai fazer? E essas cartas? Você vai realmente entregá-las?”

“Você faz perguntas demais.”

“Qual é o seu nome?”

Ele para, vira lentamente a sua direção e a olha nos olhos: “Acaiah, e o seu?”

“Jenny.”

“ Jenny! Você quer me ajudar a entregar essas cartas?”

Post feito por Bruna Goulart

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Histórias por Partes

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Uma pequena caixa de correio vermelha em um lugar distante, cheio de grama ao redor. É como aquela tipica foto de uma árvore sozinha na montanha, essa era a caixa onde pessoas de todos os lugares iam para colocar cartas cheias de amor, para aquelas que um dia já estiveram ao seu lado. Parece estranho, surreal, mas era uma maneira de acabar com a terrível dor da perda. Eram frequentes as cenas de crianças, namoradas e viúvas que beijavam ardentemente suas cartas, com rios de lágrimas em seus olhos.

Jenny, com passos lentos ia em direção a caixa, com uma sensação de esperar alguém aparecer ao seu lado, mas não teria como, aquele lugar era distante e não se via ninguém. Com o envelope em mãos ela examina o lugar, os sons, os cheiros e assim que inicia o movimento de “pôr a carta” ela se depara a um garoto. Alto, aparentemente com a mesma idade que ela, com uma expressão séria e serena ao mesmo tempo.

“Quem é você?” Jenny fita o garoto curiosa.

“Eu sou o carteiro!”

Post feito por Bruna Goulart

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